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	<description>Um ambiente para discutir e comentar as notícias e os bastidores do setor automotivo, incluindo competições e antigomobilismo.</description>
	<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 15:49:10 +0000</pubDate>
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		<title>De Carro Por Ai - Roberto Nasser</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 19:28:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nasser</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

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		<description><![CDATA[edita@rnasser.com.br
Volvo XC 60. Do jeito que você quiser
Qual sua exigência em automóveis ? Conforto ? segurança ? tecnologia ? estilo ? E quanto ao uso, quer ficar em posição elevada ? Que possua disposição para enfrentar as imperfeições das ruas brasileiras ? Tenha habilidades para cruzar com segurança pistas molhadas, alagadas, com baixa aderência, subir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>edita@rnasser.com.br</p>
<p><a id="more-60"></a><strong>Volvo XC 60. Do jeito que você quiser</strong></p>
<p>Qual sua exigência em automóveis ? Conforto ? segurança ? tecnologia ? estilo ? E quanto ao uso, quer ficar em posição elevada ? Que possua disposição para enfrentar as imperfeições das ruas brasileiras ? Tenha habilidades para cruzar com segurança pistas molhadas, alagadas, com baixa aderência, subir em meio-fios ? E que, além de tudo isto ainda o faça elegantemente, rodando como um automóvel, isolado sonoramente do mundo externo, capaz de aproveitar um sistema de som de primeiríssimo nível ?</p>
<p>Difícil encontrar quem reúna tudo isto ? </p>
<p>Não exatamente.  Este pacote sintetiza o conceito de Crossover. Algo intangível, de difícil compatibilidade, mas existe. É a nova tendência mundial, deixando os utilitários esportivos volumosos, altos, tentativamente educados mas com indisfarçável DNA de troglodita. Troca-os pela nova conformação, onde estilo e conforto são mandatórios.</p>
<p>Em dúvida sobre quem é quem nesta exuberância criativa da indústria ? Veja-os pelas laterais. Os utilitários esportivos, ditos sinteticamente SUV, são altos, tetos elevados, linhas sempre inspiradas na Rural Willys, mãe de todos. Os Crossover  tem outra base: são automóveis mesclando características dinâmicas, habilidades não encontráveis em sedãs, e conceitos de estilo aplicados à nova função. Em especial a linha inclinada na cintura dá o tom aerodinâmico, e a finalização do teto está muito mais para cupê que para utilitário. Ou seja, são mais altos e mais hábeis que um automóvel, mantendo andadura confortável.</p>
<p>O Volvo XC 60 é assim. É uma das referências no setor. Feliz em estilo, em aparência, espelha o que a montadora sueca deseja: oferece a impressão de tudo poder, com conforto de rolagem de automóvel de luxo. A Volvo o chama “Crossover dos sonhos”.</p>
<p>Para entender</p>
<p>O XC 60 está sendo apresentado no Brasil e na Europa. É sinal importante de aproveitar o mercado nacional e sua positiva expansão. Enquanto os EUA desabam, Japão freia e todo o resto do mundo apenas substitui a frota, o crescimento do mercado brasileiro atrai. Das 50 mil unidades projetadas para vendas neste ano, a Volvo projeta vender 1.000 no Brasil. 400 já estão distribuídas às 17 revendas da marca. O volume dar-lhe-á a liderança no segmento, e inclui-se no plano da empresa em vender muito mais que as 1.098 unidades da linha completa colocadas em 2008, fazendo do XC 60 líder na marca. Diz a Volvo, contraiu preços para torná-los atrativos para o setor nas três versões disponíveis: Comfort R$ 138.500; Dynamic R$ 156.500; e Top R$ 165.900. Configuração igual, com motor 3.000 cm3, 6 cilindros em linha, 24 válvulas, turbo, faz 285 cv a 5.600 rpm. Transmissão hidráulica com 6 velocidades. Tração dita All Wheel Drive. Ou seja, tem capacidade de tracionar nas 4 rodas, mas isto apenas ocorre pela percepção do veículo, gerindo o conjunto com o motor em situações diversas por piso e inclinação.</p>
<p>As diferenças de preço estão em decoração: estofamento em couro, grande teto solar, faróis Bi-Xenon e sistema de som Dynaudio. A intermediária tem a melhor relação custo x benefício. A de entrada é simplória em equipamentos relativamente ao status buscado. E a Top, pouca diferença em acessoriamento.</p>
<p>A Volvo mira no sucesso do Land Rover Freelander, líder e alavanca de vendas da ex-montadora inglesa agora controlada por capital indiano. Perfil, vendas e a recente redução de preços balizaram a Volvo e o XC60.</p>
<p>Diferença</p>
<p>Cada marca tenta identificar-se com referências. No caso da Volvo, é segurança. Além dos sistemas de freios com ABS, seu gerente EBD, programa de autoestabilidade, almofadas de ar, há três novidades: DSTC – registra os desvios entre o pretendido pelo motorista e o praticado pelo automóvel, e afere o índice de derrapagem das rodas. TSA – assistente para reboque de trailler. Atua para reduzir a tendência à oscilação e à entrada em pêndulo.</p>
<p>Entretanto, ponto alto, distinto, perceptível, é o City Safety. Sistema eletrônico, que identifica, até 30 km/h, se o motorista está se aproximando de um obstáculo sem frear. Se não houver frenagem, o sistema detém o automóvel automaticamente. Ideal para cidades, recebeu prêmio no Salão de Nova York em 2008. As seguradoras estudam reduzir descontos de até 30% para os dotados do sistema.</p>
<p>Em resumo, bem formulado, equipado, de comportamento excepcionalmente agradável, com o turbo sendo acionado sem trancos e o motor respondendo com virilidade, pelo preço cobrado, o Volvo XC60 será bem recebido pelo mercado. Abílio Oliveira, concessionário Volvo em Natal/RN, avaliou o XC60 como extremamente feliz e por preço muito competitivo. Crê poder vender, mesmo em mercado pequeno, tantos quantos a Volvo disponibilizar. Ë um termômetro profissional.</p>
<p>Desenho e performance dão prêmios</p>
<p>Automóveis são todos iguais ? Basicamente sim, mas os há os que se diferenciam por desenho, formulação, evolução e performance . Dois, em meio ambiente de anônimos e fugazes, foram reverenciados nestes dias como os melhores. Em beleza o francês Citroën DS. E, em prestação esportiva, o italiano Maserati 250F.</p>
<p>Categorias diferentes, referências idênticas. No caso do Citroën DS, a vitória em uma lista com os dez carros mais bonitos da história, num júri corajosamente formado por designers premiados – Giorgetto Giugiaro, designer do século; Ian Callum, designer da Jaguar; Peter Stevens, autor do Mc Laren F1; e Marcelo Gandini, projetista dos Lancia Stratos e Lamborghini Countach. Sensíveis, perceberam a harmonia entre o desenho do estilista e escultor Flamínio Bertoni e a mecânica pelo engenheiro André Lefévre.</p>
<p>Uma escultura exuberante em tecnologia em todos os seus departamentos e detalhes, inspiradora de todas as gerações de sucessores. </p>
<p>Fez de tudo. Era o carro do presidente Charles De Gaulle – depois que se arrepiou com a Simca e parou de utilizar duas versões especiais – e de autoridades. O comportamento de sua suspensão hidráulica, permitindo regular a altura da carroceria, freios a disco com circuitos separados, correção automática de estabilidade, permitiu coisas impensáveis a um sedan 4 portas, como vencer rallies e provas de estrada.</p>
<p>O DS surgiu em 1955 para substituir o mítico Citroën 11L. Tão revolucionário quanto outro produto francês, o avião Caravelle surpreendendo o mundo pelo uso de turbinas a jato, dos motores traseiros, as asas recuadas e em ângulo vivo, decolar impetuoso. Junto com os elegantes e refinados automóveis Facel Veja, inscreveram o design e a engenharia francesa da mobilidade em patamar de destaque. </p>
<p>O Maserati 250F é um carro de corridas. Feito pela Orsi, projetado por Gioachino Colombo, usava chassi em treliça de tubos de alumínio, motor dianteiro, 2,5 litros, seis cilindros, em linha, 12 válvulas, dupla ignição, três carburadores duplos.<br />
Fazia 220 hp, No mais, câmbio de quatro marchas, tração traseira e ponte De Dion. O combustível dá noção do entusiasmo romântico da época: 50% metanol, 35% gasolina; 10% acetona, 4% benzol, 1% óleo de mamona. Competiu entre 1954 e 1958, ganhando 55 corridas. Destas, Juan Manoel Fangio ganhou as duas primeiras, trampolim que o levou para a Mercedes-Benz. Sir Stirling Moss competiu em 1954 com um automóvel de sua propriedade, e em 1956 venceu os GPs da Itália e de Mônaco no mesmo carro.</p>
<p>Em 1957, quando a Mercedes se retirou das corridas, Fangio voltou a dirigi-lo, fazendo a vitória mítica de sua vida esportiva: atrasado 50 segundos, recuperou-os em 20 voltas no enorme e perigoso circuito de Nurburg, e venceu. Seu quinto título mundial. </p>
<p>Maserati 250F era quase sobrenome de lista de pilotos famosos à época: Brian Redman, Damon Hill, Derek Bell, Carroll Shelby, Andy Wallace, Bobby Rahal, e Sir Stirling Moss.</p>
<p>O 250F era a imagem do carro de corrida de então.<br />
A eleição foi pelos 133 mil leitores da revista inglesa Octane, e o carro foi indicado por Moss, vencendo outros nove igualmente indicados pelos leitores: Auto Union C, Lotus 49, Porsche 917, Cobra, Mercedes W 196 e Toyota TS010.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><!--more--><strong>Roda-a-Roda</strong></p>
<p>Escala – Os planos da GM e da Chrysler apresentados ao governo norte-americano para garantir fluxo de caixa com empréstimos do governo Bush, e somá-los com novos pedidos, incluíram o que a Coluna previu: novos modelos mais econômicos ou alternativos, fechamento de fábricas, demissões, supressão de marcas e modelos. A Saturn se encerra, a Hummer e a Saab estão em tratos com grupo privado, e governo sueco.<br />
O General encolherá de patente. A GM pediu mais US$ 14B. Chrysler, US$ 5B. Ford dispensou a ajuda. A Fiat, sócia da Chrysler, só iniciará sua gestão com dinheiro em caixa.</p>
<p>Quanto ? – Qual a projeção de produção de veículos no Brasil em 2009?  Perguntada, a indústria sai pela tangente. Mas considerada a reação de vendas em automóveis e comerciais leves, líderes do mercado, pode-se imaginar, sem ufanismo, que o mercado interno estará em torno de 3 milhões de unidades. Ano passado, 2,85M.</p>
<p>Cobrança – O presidente Lula critica as montadoras por demitir funcionários antes de avaliar a crise. Primeiro abalo e saíram cortando. Moral, o mercado reage e faltam carros porque falta quem os faça. O governo foi mole: deixou de exigir manutenção de empregos, quando fez renúncia fiscal em meu, em seu, em nosso nome, para garantir vendas e produção.</p>
<p>Linha – O Fiat Punto T-Jet, com motor 1.4, 16 válvulas, turbo e 152 cv, amplia o leque do produto. São mantidas as versões atuais 1.4 Flex e ELX, 1.8 HLX e Sporting, vendedoras de mais de 50 mil unidades. No mercado na segunda dezena de março.</p>
<p>Março – Outras apresentações de veículos novos em março: o Mercedes CLC cupê, feito em Juiz de Fora, antes só para exportação, mas a crise do mercado, abriu as portas ao consumidor brasileiro. E o Symbol, substituto do Clio Renault. É a Fórmula Mercosul: carro antigo como base, e um trato estético para permitir novo emblema.</p>
<p>Acima – Não é o 207 da Peugeot, soma de traseira velha com faróis novos. Há mais arte: mudaram-se frente, lateral – agora com janelinha lateral traseira – e o arremate posterior. Para dar um salto e custar acima do Logan, aplicou ao interior o Método Goshn, adotado desde o Scénic: melhorou-o com inumeráveis peças comuns com o restante da linha.</p>
<p>Registro – Foi-se o Golf GTI. Durou menos de dois anos e leva a dúvida: saiu por conta do medo da crise anunciada ? Custando R$ 95 mil com câmbio manual e R$ 107.640, maior delta na indústria para a opção da transmissão hidráulica, oferecia larga margem de lucro, embora poucas e inquantificadas vendas.</p>
<p>Mais uma – A Citroën Alliance Automobile, com R$ 5,2 M de investimento, em Sete Lagoas/MG, 70 km ao norte de Belo Horizonte, quer vender 600 carros/ano, entre novos e usados, a mercado amplo e distante: Pedro Leopoldo, Curvelo, Pompeu, Divinópolis, Formiga, Bom Despacho e Pará de Minas.</p>
<p>Cultura – O lacre aplicado por ordem judicial aos carros expostos no Museu da Ulbra, em Canoas/RS, fez a General Motors agir rápido: cancelou o contrato de comodato e retirou 73 veículos cedidos. Impede sejam arrestados e levados a leilão. Preserva-os e poupa-se de discussões.</p>
<p>História – Boa notícia a quem gosta do Vigilante Rodoviário. O Canal Brasil reprisará 37 filmes da série de maior sucesso no país. O material era dado como perdido, mas a divulgação do extravio facilitou recuperação e a remasterização dos negativos de 35mm e filmes de 16mm pela Teleimage/Casablanca por iniciativa do Canal Brasil. Começa segunda, 09/03 às 20h30 e alternativos terça, às 16h e sábado, às 12h30. Os canais variam de acordo com a operadora. Pela Net o Canal Brasil é 66. Pela TVA, 39.</p>
<p>Próximo passo, a Procitel gravará e venderá cds com as histórias do Vigilante.</p>
<p>Ecologia – A solução da compra de certificados de redução de emissões de carbono, considerada grande negócio para países ecologicamente empreendedores, e para os poluidores que não querem mudar seus métodos, começa a encontrar oposição formal. O grupo ambientalista Climate Camp quer fechar a Bolsa Européia de Clima, onde se negociam os certificados de carbono. </p>
<p>Alegorias – Diz o CarbonoBrasil que pessoas, comunidades e governos devem tratar de reduzir emissões, em vez de fazer negócio com a poluição. Alegação simples: os países pobres, em busca da redução de emissões, adotam soluções comprometedoras como construção de incineradores em áreas residenciais, represas sobre comunidades. E os ricos continuam poluindo porque estão pagando por isto. </p>
<p>Gente </p>
<p>– Lélio Toledo Piza, 87, advogado, ex-diretor da pioneira Vemag, ex-presidente da Anfavea, passou. Idade.  OOOO Fonte, testemunha e agente da história da implantação da indústria automobilística brasileira, teve a boa idéia de registrar em livro parte de sua vivência no tema. </p>
<p>- Jean-Marc Gales, novo diretor mundial da Citroën. Marc ocupa mesma função na Mercedes-Benz e passou por BMW, GM e VW. Depois de 21 de abril</p>
<p>- Anders Norinder, sueco, novo presidente da Volvo Cars para América Latina e Caribe. Experiência ampla em logística e vendas, já trabalhou na Espanha, Suérica, Austrália, Indonésia e Malásia.  Ex-diretor executivo da Volvo Automóveis no Brasil, foi transferido como diretor geral da Volvo no México, e volta agora em missão continental.</p>
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